BONS TEMPOS.....
Rodar
pião, empinar pipa, da bolinha de gude, da guerra de canudinhos, da
caça aos vaga-lumes (coitadinhos). Quanta diversão... as meias dos
adultos, não eram jogadas fora quando furavam, ou perdiam o par. Elas se
transformavam no objeto de desejo de toda turma, meninos e meninas,
para ser a bola da vez... de jogar queimada. De uma a uma nossas mães
iam formando aquela bola nem grande nem pequena, nem macia nem dura,
ideal para queimar o adversário. Quantas eu levei, quantas eu dei.
Boladas pegasse onde pegasse era sempre motivo de muita comemoração.
Mas, bom mesmo era a pelada... de futebol claro. Fazia um time de cinco,
de três cada lado, não tinha número certo para diversão nem tinha
craque que levasse o time adiante. Cada qual com sua esperteza e
agilidade, que marcasse gols, era o importante. Cada Terreno baldio
vazio que aparecesse era um campo de futebol, imenso em nossa visão de
criança e ali arrumávamos as traves do gol e quando a disputa começava,
tudo era festa.
Bons tempos aqueles em que eu era criança e meus sonhos se resumiam, em brincar ao ar livre, nas ruas, nos campos.
Realidade triste que foi encontrada pelo meu filho e filhos daqueles amigos de outrora.
Ar, poluído de fumaça e pó, ruas onde o
senhor do espaço é o carro é o caminhão. É o perigo a cada instante e os
campos, infelizmente cada terreno baldio, um depósito de lixo, cada
esquina um esgoto entupido de lixo, cada nascente de rio morrendo por
causa do lixo e o próprio homem se tornando um lixo porque não consegue
mais ser a criatura de Deus para o qual nasceu.
Salve a tecnologia, salve os
computadores, mas salve antes de mais nada a natureza que abriga as
crianças de hoje, e que serão os futuros homens de amanhã.
texto:Paulo Carvalho- Post Abordagem Regional- 12/10/2014
texto:Paulo Carvalho- Post Abordagem Regional- 12/10/2014
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