OUTUBRO ROSA



Efeitos colaterais e Efeitos Adversos: compreenda a diferença e aprenda a monitorá-los!

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Imagino que se você esta em tratamento contra um câncer que você sabe a resposta e a diferença entre um e outro. Sabe mesmo?
Vamos entender o conceito corretamente:
Efeito colateral: São efeitos indesejados mas que são esperados durante a quimioterapia, por exemplo. Um bom exemplo são as náuseas e vômitos, efeitos esperados em determinados quimioterápicos e que seu médico deve lhe dizer antes do inicio do tratamento que podem acontecer. São efeitos que durante estudos clínicos foram percebidos e que inclusive foram inseridos na bula.
Efeito Adverso: São efeitos indesejados relacionados ao uso de um medicamento ou procedimento em saúde e que não constam em bula. Isso por que, durante os estudos clínicos, os medicamentos são testados por um número menor de indivíduos se comparado à população total que vai utiliza-lo depois. Enfim, quando passam a ser utilizados em larga escala, esses efeitos adversos podem surgir.
Diante de um efeito adverso (algo que seu médico não tinha comentado com você) ligue para seu médico ou equipe e compartilhe o que você esta sentindo. Os dois são muito importantes e devem ser relatados ao seu oncologista com disciplina e frequência.
Sugestão?
Tenha um diário e anote da seguinte maneira:
- nome do medicamento (ou quimioterápicos)
- data que tomou a medicação
- efeitos colaterais ou efeitos adversos (o que sentiu?)
- data que começou e parou
- quantas vezes se repetiu (exemplo: tive diarreia 6 vezes por dia)
- tomou algum medicamento para interromper?
- Anote algo mais que queira compartilhar com seu médico
Quando você faz isso, você está cuidando ativamente do seu tratamento, mas também esta contribuindo com o processo de desempenho do medicamento, chamado farmacovigilância.
A farmacovigilância nos permite atualizar nosso conhecimento sobre o medicamento e as informações em bula. Os eventos não previstos devem ser comunicados pelo paciente ao profissional da saúde, que por sua vez informará os departamentos de farmacovigilância do laboratório e da ANVISA. O paciente também pode fazer a comunicação ao órgão responsável, mas às vezes são necessários elementos técnicos que você desconhece.
Esse tema é um pouco complexo, mas vale muito a pena se informar!

Terminei meu tratamento e agora?

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Antes de qualquer coisa, Parabéns! Você tem mais é que comemorar essa etapa e ficar muito feliz. Dê um tempo, vá viajar, descanse, não faça nada, curta e se divirta muito. Sim, esse é um momento muito especial.
Depois disso, sim, tenho duas notícias não muito boas: você vai ter que lembrar que o câncer fez parte da sua vida e sim, você vai ter que cuidar da sua saúde para sempre.
Depois desse tempo de férias, marque uma consulta com seu oncologista para que, juntos, vocês possam definir:
  • De quanto em quanto tempo ele quer te ver?
  • De quanto em quanto tempo você vai fazer exames?
  • Quais serão os exames que você deve fazer e quando?
  • Existe algum sinal ou sintoma do câncer que você deve ficar atenta?
  •  Há algum efeito colateral tardio que você pode ter e o que deve ser feito?
  •  Vida normal, correto? O que é fundamental e que você deve fazer a partir de agora?
Com essas questões resolvidas, sugiro que você se planeje para que esses pontos não fiquem esquecidos e agora, voltar à vida “normal”.
Eu recomendo que você não se esqueça:
  • Dê um jeito de colocar o exercício físico na sua rotina;
  • Alimente-se bem;
  • Decida se vai ou não voltar a trabalhar ;
  • Fique perto da sua família e dos seus amigos;
  • Vá viajar;
  • Não fique sem fazer nada. Ter projetos de vida é fundamental;
  • Priorize o que te faz bem e te faz feliz;
Boa sorte nessa nova fase!

Tenho que ser forte e positivo o tempo todo! Puxa, que difícil!

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Quem disse isso?
Pois é… Além de não ser uma verdade, só serve para atrapalhar e deixar as pessoas com medo de mostrarem seus sentimentos. Afinal, ninguém consegue ser forte o tempo todo, com ou sem doença, certo?
Também temos essa mania na sociedade de colocar as mulheres como “super mulheres”, o que é uma verdade, afinal ser mulher, mãe, esposa, filha, dona de casa e ainda trabalhar, não é tarefa pra qualquer um, certo? Mas, não se iluda e saiba que “super mulher” também tem altos e baixos e fica sim mais “pra baixo”, com medo, insegura e querendo ficar sozinha e em silêncio.
E quanto a ser positivo o tempo todo, será mesmo que alguém em seu dia-a-dia consegue ser totalmente positiva? Afinal duvidas, medos, inseguranças fazem parte da nossa vida, independente de estarmos doentes ou não, e merecem também nossa atenção e cuidado.
Claro que sentir-se bem e ser positiva é bem melhor que o contrario, mas não fique com culpa se de vez em quando esse for o seu caso. Que tal procurar ajuda de uma psicóloga ou psico-oncologista que possa lhe ajudar com essas questões?
Pode ajudar muito!
Para não esquecer:
  • Você não precisa ser forte o tempo todo
  • Você não precisa fingir que não está bem
  • Você não deve se afastar das pessoas
  • Você não deve esconder o que esta sentindo
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